Não vote! É nulo lá!

Exatamente caros leitores, vocês leram bem.

Após ler interessante post no DIPSOMANOS (que por sua vez, parafraseou artigo original do Projeto S.I.L.I),  intitulado “Pense antes de votar”, eu não pude deixar de responder, para a tela do monitor, em alto e bom som, sozinho na sala, “… e NÃO vote!”

 

Porém, contudo toda-via, antes de fazer (ou nesse caso deixar de fazer um ato, ato o qual deixar de fazer corresponde a um ato ilegal) qualquer ato ilegal, deixe-me eu me explicar. Vá sim, puto da vida por ter que acordar cedo em um DOMINGO, ao seu local de votação, fique naquela fila de gente que acabou de acordar e, sem sequer tomar banho, está fedendo a bafo de noite e cama desarrumada, espere sua vez e dirija-se a maldita tecnologicamente avançada, orgulho nacional, URNA ELETRÔNICA. Chegando lá, tecle 000000 (ou qualquer merda assim), espere ser avisado que o candidato é inválido (inválido de não existe, não quer dizer que você vá votar em algum candidato deficiente), e tecle confirme.

Você, caro amigo, acabou de votar NULO, o que equivale a não dar seu voto pra ninguém, ou seja, a não votar.

 

Não confundir com voto em branco. Voto em branco é uma artimanha do governo imperial brasileiro de fazer você acreditar que não está votando em ninguém. Mentira. Voto em branco vai para o banco de votos em branco (dãã), que, ao final da eleição, são distribuidos para os partidos na liderança. Em suma, votar em branco é o mesmo que dizer “Foda-se isso, ta aqui meu voto, pode dar pra qualquer um que eu não me importo com quem ganhe”.

Porém veja bem como a lavínia vlaslak não ensina como votar em nulo. Votar em nulo não é interessante para o governo. Havendo mais de 50% dos votos em branco, não tem problema, pois serão distribuidos para o partido que estiver ganhando em cada categoria. Havendo mais de 50% de votos nulos, a eleição é cancelada e posteriormente remarcada.

Ora pois, mas porque isso incomoda o governo, não é só questão de remarcar a data? Exatamente, porém lembrem-se que, se mais de 50% dos votos foram nulos, é porque tem muita gente puta com o falído sistema eleitoral brasileiro. Logo, quem votou em nulo, não só votara novamente, como irá incentivar outros a votarem também. Assim, novamente haverá mais de 50% de votos nulos, e novamente, e novamente, ficando nesse loop infinito sem ninguém no governo. Isso é fato, está previsto na legislação. Por isso eles evitam ao máximo ensinar o povão a votar em nulo.

 

Seria ótimo se isso realmente acontecesse, acabaria por forçar o governo a repensar o sistema eleitoral, e possivelmente a cogitar que, tantos votos nulos estão aparecendo pois tem muita gente que não quer votar. Logo, seria possível que eles pensassem em acabar com a obrigatoriedade do voto, de tal maneira que só votaria quem realmente quer. Ora pois, sabemos que, quem realmente quer votar, é consciente e sabe fazer uma pesquisa, um estudo sobre quem é o melhor candidato.

 

 

Então por isso que eu quero tentar incentivar o maior número de pessoas possíveis a votarem em Nulo, pois esse é o melhor candidato para qualquer categoria. O grande Nulo promete: Emputecer o governo imperial, dar um tapa na cara da burguesia (são do inferno mano!), acabar com a obrigatoriedade do voto e fazer uma completa reforma no cenário político brasileiro, possivelmente reduzindo drásticamente a corrupção neste país.

 

 

Gente, domingo agora, e nas próximas eleições, não andem para trás!

É Nulo Lá!

segue artigo original:

PENSE ANTES DE VOTAR

Não sou muito ligado a “polititica”, porém achei muito bom esse texto que encontrei no Doutora Responde.

Prefeitura: a galinha dos ovos de ouro.

“a verba municipal, apesar de reduzida é infinitamente mais fácil de ser manipulada em favor próprio que as verbas federais ou estaduais. Via de regra a motivação nunca é a defesa dos interesses da cidade, mas apenas os seus próprios – entre manipulação de vultuosas verbas e obtenção de prestígio na cidade.”

Segundo números do TSE, dos 15.425 candidatos a prefeito nas eleições deste ano, 810 são advogados e 04 são juízes de direito. Ainda, concorrendo à vice-prefeito temos 594 advogados e 3 juízes de direito. Para a Câmara dos Vereadores são 5.444 advogados e 12 juízes na disputa, entre os 379.388 candidatos a vereador registrados na Justiça Eleitoral.

Os números revelam que o processo eleitoral brasileiro continua na mesma: nas capitais os cargos a prefeito continuam a ser ocupados por aqueles que sempre os ocupam – aqueles que possuem verbas milionárias para a campanha, vinda sabe-se lá de onde, suficientes para propagandas suntuosas com direito a efeitos especiais e “hits” bem elaborados.

Nas cidades pequenas a situação não muda. Onde teoricamente os cidadãos engajados em trabalhos voluntários e com grande preocupação com a comunidade poderiam ter sucesso na disputa por cargos políticos, estes continuam a ser cobiçados por advogados, geralmente da seara trabalhista laboral, e médicos, na maioria das vezes distribuidores de atestados médicos para perícias do INSS. Segundo o TSE temos em primeiro lugar, concorrendo ao cargo de prefeito, os médicos seguidos pelos advogados, empresários, comerciantes e agricultores.

Infelizmente na maioria dos municípios, os candidatos anônimos, a despeito do grande histórico de ações comunitárias, não conseguem uma vaga na Câmara dos Vereadores ou no Poder executivo, quer por falta de dinheiro para campanha, quer por falta de representatividade junto à população – que teima em dar votos a quem aparece mais ou tem a “musiquinha mais bonitinha”.

A motivação do candidato a prefeito/verador deveria ser única e exclusivamente a defesa dos interesses de sua comunidade. Teoricamente. Da análise dos fatos chegamos a uma questão: o que leva um juiz de direito, que ganha em média R$ 15 mil – levando em consideração que o vencimento aumenta ou diminui de Estado para Estado não sendo inferior a R$ 10 mil – com privilégios como inamovibilidade, irredutibilidade de vencimentos e vitaliciedade, deixar o seu cargo vitalício para se aventurar pela seara do mundo político? Será que um juiz serve melhor à sua comunidade sendo prefeito/vereador, que aplicando corretamente as leis nos Fóruns? Será um cargo efêmero de prefeito por 4 anos mais “proveitoso” que uma carreira VITALÍCIA no Judiciário?

Temos ainda casos de deputados federais/estaduais que abrem mão de seus cargos para tentar a prefeitura de algumas cidades do interior. O que faz com que esse deputado estadual/federal, que segundo dados divulgados pela ONG Contas Abertas (que utiliza como fonte o Sistema de Acompanhamento dos Gastos Federais) recebe por mês R$ 102,3 mil entre salários e verbas de gabinete, pleitear um cargo de prefeito, com modesmos vencimentos que giram em torno de R$ 10 mil? (média dos vencimentos dos prefeitos das Capitais brasileiras)

A resposta é simples: a verba municipal, apesar de reduzida é infinitamente mais fácil de ser manipulada em favor próprio que as verbas federais ou estaduais. Via de regra a motivação nunca é a defesa dos interesses da cidade, mas apenas os seus próprios – entre manipulação de vultuosas verbas e obtenção de prestígio na cidade.

No final o eleitor acaba sempre por encenar um dos dois papeis: palhaço ou cúmplice. Cúmplice quando elege aquele médico influente que distribui amostras de remédios e atestados do INSS, aquele advogado que ajudou o primo a ganhar uma causa trabalhista ou vende o seu voto, ignorando os candidatos realmente engajados na defesa dos interesses do município – que não tem verba suficiente para contratar carros de som barulhentos, distribuir santinhos que apenas servem para “emporcalhar” a cidade e elaborar musiquinhas contagiantes (ou enervantes).

O eleitor consciente que pesquisa e analisa o passado dos candidatos e a sua possível contribuição para sua municipalidade acaba por encenar o papel de PALHAÇO, pois infelizmente o seu voto não vale mais do que do que aquele dado em troca de atestados, ações trabalhistas ou cestas básicas. No final das contas – leia-se processo eleitoral – o que resta ao eleitor brasileiro CONSCIENTE é o gosto amargo de um processo eleitoral falido, da inutilidade de seu voto bem como de seu esforço cidadão. Chega-se mesmo a duvidar de todo o regime democrático, que segundo bem ilustrado na matéria do colega Spock do projeto SILI somente serve para perpetuar um sistema corrompido, composto em grande parte por pessoas igualmente corrompidas.

Eu admito que estou entre o rol dos palhaços e que, de 4 em 4 anos amargo o gosto da inutilidade de minhas pesquisas e ponderações sobre candidatos. E você leitor? É palhaço ou cúmplice?

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2 Respostas to “Não vote! É nulo lá!”

  1. Olá amigo. Obrigada por divulgar o artigo (apesar de não ter pedido permissão antes né colega… isso é absolutamente contra a lei 9610. Poderia até ter citado a matéria… mas colocar na íntegra não pode). Apenas um puxão de orelha para que você não leve uma trolha lá na frente pois nem todos estão dispostos a divulgar seus textos desta maneira.

    De qualquer forma eu discordo do seu pensamento. Sabe por que? Porque depois de diversos estudos a respeito eu acredito piamente que o processo eleitoral realizado com estas urnas eletrônicas são absolutamente passíveis de FRAUDE! Alguns estudos já comprovam que existe sim possibilidade de se fraudar a urna para inclusive computar um voto para X como sendo um voto para Y. O que impede que uma urna seja manipulada para que o seu votinho nulo seja computado como BRANCO????? Ou que seu votinho para fulano seja computado para cicrano????

    Vários processos de partidos menores alegando fraudes nas eleições (na maioria eleições para governador de Alagoas) estão estacionados no TSE. Sim… ESTACIONADOS, pois o TSE se nega a julga-los. Para o TSE a URNA é ultra segura e é impossível uma fraude.

    Conto da carochinha não é mesmo???? Qualquer computador é passível de fraude ou de receber um virus, até mesmo com os mcfees da vida. O que é a urna senão um computador de funcionalidades reduzidas. Basta molhar a mão de um mesário e pimba… disquete na urna e a meleca tá feita.

    A questão é que você, pobre eleitor que votou NULO, BRANCO ou para o ZEZINHO DA PADARIA não tem COMPROVANTE DE QUE VOTOU. Isso mesmo! A urna não imprime nem um bilhetinho sequer dizendo que você, fulano de tal votou em X. Ou mesmo se alegando que isso quebraria a regra do voto secreto, nenhum papelzinho anônimo dizendo que o voto foi feito para X é impresso pela urna. NÃO EXISTE FORMA DE SE FAZER UMA RECONTAGEM OU UMA AVERIGUAÇÃO DE INTEGRIDADE DO PLEITO.

    Assim amigo, melhor que votar NULO ou BRANCO é viajar e justificar, pois ninguém garante (a não ser o TSE que tudo sabe e tudo vê) que o seu votozinho NULO na urna não será computado como voto para o partido da vez ou que providencioua fraude na urna. Outra opção é ainda não votar e depois pagar uma multinha de 5 real – se for pobre e R$ 35 se for um Bill Gates da vida.

  2. Obrigado pelos créditos do post…
    Seja sempre bem vindo ao DIPSOMANOS…

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